As FARC expulsam Pastora de comunidade

17 de março de 2009

asfarcAs Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo, deram 24 horas para Mary Elizabeth Ortega Calderon, pastora da igreja Quadrangular, deixar sua comunidade. A ofensiva aconteceu em 15 de fevereiro, alguns dias após um culto evangelístico em Tiwy.

Ela foi forçada a se mudar com sua filha e três netos. Pelos últimos três anos, as guerrilhas proibiram eventos religiosos ao ar livre e cultos em igrejas.

Presentes no evento estavam convertidos e convidados, entre os quais, guerrilheiros infiltrados. Os espiões falaram sobre a reunião para o líder da FARC-EP local.

Maria Elizabeth tem uma visão de levar as Boas Novas entre os habitantes de Tiwy, e realizou esse evento mesmo entre os membros da milícia (guerrilhas que trabalham em áreas urbanas, mas se vestem como civis). Ela é pastora da igreja há dois anos, e apesar de ter recebido avisos para não evangelizar, essas ameaças nunca chegaram ao ponto de forçá-la a sair da comunidade.

As guerrilhas disseram que não iriam matá-la devido aos problemas com os responsáveis por direitos humanos da área. A FARC-EP espera fortalecer sua imagem ante a comunidade internacional como grupo revolucionário, e não criminoso.

A Portas Abertas Internacional providenciou para Mary três meses de alimentação e ajuda financeira, para o aluguel e para que sua família se estabeleça em um local seguro.

Apesar disso, a Colômbia não está na lista dos 50 países mais intolerantes ao cristianismo. Oficialmente, o país é Cristão (98% com 2% para outra religiões), com 40,6 milhões de fiéis (católicos e protestantes). Há liberdade de culto. A evangelização e a conversão religiosa são permitidas, com exceção entre os grupos armados ilegais

A Igreja na Colômbia

O crescimento da Igreja é significativo. As guerrilhas, os cartéis do narcotráfico, o corporativismo corrupto do governo e as religiões tradicionais continuam a testar a fé dos novos convertidos. Aqueles que se convertem são considerados traidores, e alguns são assassinados. Missionários são ameaçados, seqüestrados e às vezes mortos. Muitos cristãos são martirizados por assumirem posições contrárias ao crime.

A Igreja evangélica da Colômbia é formada por cinco milhões de membros, dos quais 20%, um milhão, formam a Igreja Perseguida. Quinhentos mil cristãos perseguidos vivem entre os desalojados (campos de refugiados ou abrigos) em extrema pobreza. Os outros 500 mil vivem em áreas de conflito controladas pelos grupos armados ilegais. Estatísticas do Conselho Evangélico de Igrejas da Colômbia indicam que mais de 400 igrejas já foram fechadas, e cerca de 150 pastores foram assassinados pelos subversivos desde 1998.

Após o fracasso dos acordos de paz entre governo e guerrilhas, os rebeldes se recusaram a sair da região. As igrejas continuaram fechadas e a pregação do evangelho, restrita. Diversas pessoas passaram a cooperar com os grupos subversivos, entre elas estava Jenifer. Ela acabou trabalhando para eles, preparando-lhes refeições e transportando drogas, entre outras coisas. Da mesma forma, alguns de seus irmãos e sobrinhos acabaram se tornando colaboradores ou, até mesmo, rebeldes.

Naqueles dias, Jenifer conheceu um cristão que era coordenador da Portas Abertas na região. Jenifer desejava mudanças em sua vida, mas já estava envolvida demais com os rebeldes.

Ela tentou fugir, mas foi impedida pelos paramilitares. O obreiro conseguiu conversar com eles, e obter permissão para Jenifer continuar onde estava. Algum tempo se passou, e ela se tornou íntima das Escrituras, criando seus filhos nos caminhos do Senhor. Envolveu-se com a igreja e a distribuição de Bíblias, falando com convicção sobre o amor de Cristo. Até ganhou um de seus sobrinhos rebeldes para o Senhor.

Quando a guerrilha soube que Jenifer evangelizava rebeldes, ofereceu-lhe dinheiro e poder para ela voltar à guerrilha. No entanto, a jovem estava feliz com seu Salvador, certa de que jamais serviria às trevas de novo. Ao ouvir a recusa da moça, e sua intenção de continuar a evangelizar, Jenifer foi acrescentada à lista-negra da guerrilha. No dia 7 de julho de 2006, eles invadiram a vila e a assassinaram friamente.

Fonte: Site Portas Abertas

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Cristãos são apedrejados no Paquistão

10 de março de 2009

PAQUISTÃO  - Em dois de março, um grupo de radicais atacou a comunidade cristã de um bairro no Paquistão deixando uma pessoa morta e 12 feridas. 

Esse ataque foi o ponto culminante de vários dias de tensão depois que um jovem cristão prestou queixa contra alguns muçulmanos que o assaltaram em 26 de fevereiro. O ataque foi planejado com o objetivo de “ensinar uma lição” para a comunidade cristã.

 mapa042paquistao De acordo com Emmanuel Shad, um ancião da igreja Presbiteriana do bairro, Imran Masih, 17, foi assaltado por seus vizinhos muçulmanos quando estava voltando do trabalho. Os ladrões o agrediram fisicamente e roubaram cerca de $40 dólares, e o celular. Eles não esconderam o rosto, então, quando Imran voltou para casa, contou para sua família quem havia o assaltado. Seus familiares foram conversar com os vizinhos, para que devolvessem o dinheiro e o celular, mas eles se recusaram. Furiosos com os cristãos que prestaram queixa à polícia, em dois de março, os jovens reuniram muitos cúmplices para a vingança. 

“Mais de 20 muçulmanos armados atacaram a comunidade cristã e a igreja Presbiteriana em Sango Wali. Eles violentaram as meninas e apedrejaram as pessoas da comunidade, matando Shahkeela Bibi, uma senhora cristã de 45 anos, e ferindo outras 12”, contou Surayia Channan, uma ativista de direitos humanos em Gujranwala.

A data do ataque foi escolhida estrategicamente, porque os agressores sabiam que naquela hora (11h), a maior parte dos homens estaria no trabalho. Alguns voltaram logo para casa quando souberam do acontecido. 

O grupo muçulmano invadiu o bairro e a igreja com armas, bastões de hóquei, pedras e pequenas armas. Depois de atacar as pessoas, os criminosos quebraram as portas e janelas da igreja, e gritaram frases humilhantes contra o cristianismo. Os terroristas não permitiram que o grupo de resgate socorresse os feridos. Eles ameaçavam qualquer um que tentasse ajudar ou dar informações, mas foram dispersos assim que a polícia chegou ao local. 

Shahkeela Bibi faleceu a caminho do hospital, e as outras doze pessoas receberam cuidados médicos e foram liberadas.

Os cristãos fizeram um boletim de ocorrência contra os homens que os atacaram, mas a polícia só prendeu 12 suspeitos até agora. O marido de Shahkeela Bibi estava relutante em prosseguir no processo devido à pressão de políticos locais e oficiais, e agora, considera retirar sua queixa. No momento, a comissão católica para justiça e paz está apoiando as vítimas nas questões legais. 

Surayia afirma que há cerca de 20 a 25 famílias cristãs entre 1.500 famílias muçulmanas vivendo no bairro. Imran Masih e Shahkeela Bibi não se conheciam. 

Muitos cristãos participaram de um protesto em Gujranwala pedindo justiça.�
Samuel Wallace, diretor regional do International Christian Concern afirma: “Não nos choca somente a maneira como esses homens “ficaram insultados” por um cristão ter prestado queixa do roubo, mas revela o quanto o sistema judicial do Paquistão está falido. A polícia ignora o assalto, e dias depois, os mesmos criminosos matam uma mulher que não tinha nada a ver com o crime anterior. Não haverá justiça verdadeira no Paquistão até que as minorias possam ver a polícia como aliada, e não como inimiga.”

Fonte: Site Portas Abertas.

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